Armadura de combate

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Conheça a armadura de combate desenvolvida para esportes de combate com armas brancas

A companhia australiana Unified Weapons, desenvolveu uma nova armadura – “para esportes” – de alta tecnologia, ao que chamaram de Lorica, que teve seu nome inspirado nas roupas de batalha usadas pelas legiões romanas; é feita de uma mistura de materiais leves e flexíveis e vem com Wi-Fi e conectividade Bluetooth, uma câmera embutida ao capacete, um microfone e 52 sensores de pressão que enviam dados para um programa de computador externo.

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A novidade foi construída tendo guerreiros do mundo real em mente, não astros da ficção. A ideia é permitir que lutadores marciais possam competir usando toda a velocidade e potência de suas armas, de forma semelhante a que fazem os lutadores desarmados de modalidades diversas, como o Ultimate Fighting Championship. “Estamos extasiados”, comemorou o CEO da Unified Weapons, David Pysden, referindo-se à resposta dos artistas marciais que viram as roupas.

“Nós ouvimos de centenas e centenas de pessoas que vêm praticando artes baseadas em armas há 20 ou 30 anos que não tinham uma forma de testar realmente suas habilidades sem, no mínimo, ferir gravemente alguém”, explica. A armadura foi desenvolvida ao longo de quatro anos por uma equipe de lutadores marciais e engenheiros com experiência em tecnologia digital. Um dos desenvolvedores é um mestre armeiro que ajudou a construir mais de 2.500 conjuntos de armadura para os filmes da trilogia “Senhor dos Anéis”.

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Além de seu papel óbvio de proteção, a característica fundamental da roupa é um conjunto de 52 sensores de impacto espalhados por toda parte. Quando atingidos, os sensores transmitem dados, via Bluetooth ou Wi-Fi, contando para um computador onde e o quão forte foi o golpe. “Nós sabemos o dano que isso teria causado a um lutador sem proteção se eles não estivessem usando a roupa”, diz Pysden.

O sistema permitirá que lutadores em uma competição marquem pontos apurados a cada golpe bem sucedido contra os seus adversários, eliminando a dedução que acaba acontecendo quando se tem juízes humanos.

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Se você ficou morrendo de vontade de ver uma luta usando a Lorica, Pysden e sua equipe esperam que você não esteja sozinho. O CEO afirmou que está atualmente em negociações com várias empresas buscando a transmissão de um torneio de mestres de armas usando as armaduras. O evento provavelmente ocorreria no final deste ano ou no início de 2015. Um exemplo do apelo ao público seria o sucesso de jogos de videogame de combate. “Podemos colocar um mestre samurai contra um mestre do kung fu Shaolin Quan e ver quem sai vitorioso”, propõe.

Os exemplares da peça que a empresa atualmente mostra online são protótipos elaborados, que não têm um preço de venda divulgado. Porém, a companhia estaria buscando opções mais baratas para deixar o valor acessível ao público.

Para quem ainda não tirou o paralelo com o Homem de Ferro da cabeça e está imaginando do que esta armadura seria capaz no campo de batalha, Psyden diz que não espera ver soldados atacando barricadas usando a invenção. Apesar isso, a patente dela também lista usos militares e policiais. “É para que esta tecnologia seja usada em um ambiente de treinamento”, garante. “Não é um equipamento antimotim – já existe muita coisa com essa finalidade. Trata-se de algo para ensinar como responder a um ataque com armas”. Parece mesmo algo um pouco injusto com os oponentes meros mortais.

Fonte: Hypescience.com;
Cable News Networ – CNN.

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Sobre o Autor

André Miranda

Nascido no Rio de Janeiro, mas, devido a sua ascendência nordestina, criado na Bahia, começou Karatê em 1988, na extinta Lince Karatê Clube, com a Sensei Amanda Barcelar Pires (primeira faixa-preta mulher da Bahia, aluna de Denilson Caribé - ASKABA). Graduou-se faixa preta pela FNAM, com o Sensei Masco Monteiro. De volta ao Rio de Janeiro, continuou seu treinamento com o Sensei Humberto Amorim (6º Dan), no Quartel São João da Urca, com quem continua treinando. Praticante do estilo Shotokan Ryu, o qual é 3º Dan, em 2009 começou a praticar Jiu-Jitsu (sob a orientação do Sensei Gustavo Souza - 6º Dan) e Aikido (sob a orientação do Sensei Luciano Santana - 4º Dan). Amante da cultura Japonesa fundou o Instituto Ishindo, onde busca difundir a cultura e tradição marcial japonesa.

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