Arquitetura

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O termo arquitetura japonesa refere-se, geralmente, àquelas estruturas de madeira tradicionais que atravessam os séculos, em oposição às novas edificações que surgiram no início da Era Meiji, que tiveram grande influência europeia, e representaram a fase de grande crescimento do Japão.

A arquitetura japonesa, muito influenciada pela cultura chinesa, adotou a madeira como sua mais nobre matéria prima, tanto para alicerçar os enormes templos, quanto para adornar aposentos mais nobres dos castelos japoneses. Nesse sentido, é típico nas construções de templos e castelos a coluna central como um elemento essencial da estrutura. Tendo em vista a situação geológica do país, que está sujeito a terremotos, a madeira é um ótimo material de construção, pois, além de absorver os menores sismos, ainda é de fácil substituição, em caso de eventuais danos decorrentes de sismos maiores.

Embora encontre inspiração na arquitetura chinesa, a arquitetura japonesa tese a ser um convite a simplicidade, não guardando elementos de grandiosidade vistos nas construções da China Imperial; os japoneses dão mais atenção à integração de ambientes e a finos detalhes, que chamam à meditação.

Uma característica importante na arquitetura japonesa ´o correto uso de diferentes tipos de madeira na estrutura, bem como nos ambientes internos da construção. Um diferencial visível na arquitetura chinesa em relação a arquitetura japonesa esta nas colunas e beirais, em que os chineses costumam pintar a madeira utilizada, enquanto os japoneses não, preferindo a cor natural da madeira.

Considerações como localização e posicionamento das construções antigas do Japão eram muito frequentes, pois os antigos construtores buscavam uma integração maior com os elementos da natureza. Tais considerações, inclusive, têm importância e correlação com o xintoísmo – religião tradicional do Japão – que, na construção de seus templos, buscavam sempre locais que preservavam uma atmosfera de mistério e grandeza, no sentido de que aqueles que frequentassem o local se sentiriam mais próximos dos deuses.

Após a Era Meiji, mudanças consideráveis na construção de casas, templos e prédios públicos, sendo construídos imponentes prédios com o uso frequente de concreto e pedras, posteriormente, já nos tempos atuais, prédios e outras construções passaram a utilizar técnicas e materiais utilizados em todo o mundo. Apesar das mudanças que a modernização tem trazido para o estilo das casas, o estilo tradicional não sumiu. Mesmo em casas ocidentalizadas, ainda é comum achar quartos nos quais o chão é todo coberto por tatami, e continua a ser um costume remover os sapatos antes de entrar na casa; divisória em papel e madeira leve também são muito utilizadas.

Atualmente o Japão projeta suas construções levando em consideração os frequentes terremotos, desenvolvendo e combinando técnicas e materiais ocidentais com os orientais para fazer construções que sejam resistentes a esses fenômenos naturais. O primeiro arranha-céu do Japão, o prédio Kasumigaseki, foi concluído em 1968 usando a mais recente tecnologia resistente a terremotos. Um grande número de arranha-céus têm sido construídos desde então, incluindo aqueles em Nishi-Shinjuku em Tóquio (1971-) e a Landmark Tower (1993, 296 metros de altura) em Yokohama.

Assim, podemos dizer que a arquitetura japonesa, seja ela a tradicional, seja ela a moderna, caracteriza-se tanto pelas suas qualidades estéticas intrínsecas quanto pela marcante influência que vêm exercendo no Ocidente, sendo reconhecida como uma das mais importantes contribuições do espírito nipônico à cultura universal.