Escrita

Escrita japonesa
O idioma japonês é conhecido pela expressão nihongo (nihon = Japão / go = língua ou idioma), mas, diferente de outros países orientais, e com certeza de todos os países ocidentais, existem três formas de escrita diferentes: o kanji que são ideogramas de origem chinesa e dos silabários japoneses conhecidos como hiraganá e katakaná. Após a ocidentalização, algarismos arábicos e o alfabeto latino foram introduzidos no arquipélago; embora seu uso não seja frequente, é possível vê-los em placas de sinalização, bem como em outros usos, como rótulos e embalagens.

Nesse sentido, os japoneses criaram uma forma de representar sua forma escrita, utilizando apenas caracteres do alfabeto latino, em um processo chamado romanização. Esta representação da língua japonesa é denominada de Rōmaji, que é muito utilizada pelos estrangeiros que não dominam as outras três formas de escrita, mais utilizadas no Japão. Também é utilizada pelos japoneses para entrada de textos em japonês, quando escrevem no computador.

No entanto, um texto escrito em japonês pode ser feito utilizando-se apenas os silabários hiraganá e katakaná, embora grande parte das palavras do nihongo (idioma japonês) possam ser representadas pelos kanji. O que define o uso de uma forma ou outra é a convenção de quem escreve ou legibilidade do texto ou ainda por sugestão do estilo; em outra palavras, o que define é a vontade do escritor – definida por questões estéticas ou para tornar a leitura mais prazerosa e fácil – ou por uma questão de estilo, por exemplo um texto religioso ou solene pode fazer uso maior dos kanji. Nestes casos, quando observa-se que o leitor poderá ter dificuldade de entender o texto em kanji, costuma-se utilizar um recurso chamado furiganá.

Quanto a forma de ordenar as palavras ou caracteres em uma página, existem duas direções diferentes: a primeira é organizada como os escritos chineses, na qual os caracteres são escritos em colunas do topo até o rodapé da página, iniciando-se da direita para a esquerda. A segunda forma é em linha, iniciando-se da esquerda para a direita, como aqui no ocidente.

Hiraganá

Hiraganá inicialmente foi criado para utilização exclusiva das mulheres, mas com o tempo foi incorporado pelos homens; diz-se que sua beleza estética se deve ao fato de ter sido criado por mão femininas. Atualmente é um dos silabários japoneses mais utilizados para representar a forma escrita da língua japonesa. Sua utilização se dá também em palavras que não possuem representação em ideogramas kanji, ou nos casos em que a leitura em kanji se tornar demasiadamente difícil.

Katakaná

Katakaná é muito utilizado para representar palavras estrangeiras ou de natureza científica que não têm tradução na língua japonesa, ou para nomes próprios estrangeiros. Também é utilizado para animais ou plantas para os quais não existam representações comuns em kanji. Também possui o efeito de ênfase ao texto como na escrita em itálico.

Kanji

Kanji são caracteres importados da China e assimilados pela cultura japonesas. Ideogramas que muitas vezes trazem o significa de uma frase ou princípio. Cada caractere possui significado e pronúncia variáveis de acordo com o contexto no qual é aplicado. sua utilização mais trivial é feita para escrever os nomes japoneses, mas também servem para escrever os nomes de empresas e organizações sociais o públicas. Também utilizados como substantivos e radicais de adjetivos e verbos. Nos casos de junção de dois ou mais kanji, podem ter seu significado mudado ou com leitura variada.

Rōmaji

O rōmaji é uma forma ocidentalizada de escrever a língua japonesa através do alfabeto latino. Sua utilização é feita de forma opcional para representar abreviaturas ou palavras estrangeiras no contexto japonês. Também é utilizado em documentos, na mídia e em empresas cuja presença se estende para além do próprio Japão.

Shodô

O Shodō é um capítulo à parte, pois não se trata propriamente de forma de escrita, mas de uma arte de caligrafia, que poderíamos mal comparar com os nosso calígrafos ou escribas da idade média. A Shodô significa “Caminho da escritura” e se utiliza das três formas de escrita japonesa para se expressar.

Sua origem é determinada na antiga China, e ainda hoje é praticada como nos primórdios com pincel, tinta nanquim e uma folha de papel arroz. Existe porém um equipamento mais moderno que corresponde a um estojo com pincel e deposito de tinta portátil.

Sua prática é considerada uma arte de rígida disciplina e difícil realização. A busca é pela perfeição e seu ensino se inicia durante a educação primária, durante a infância, como parte do currículo escolar.

Além de exigir alta precisão e graça pelo calígrafo, cada caractere dos kanji deve ser escrito segundo uma ordem de traços específico, o que aumenta a disciplina necessária daqueles que praticam esta arte.