Geografia

O Japão é um país insular da Ásia Oriental, localizado no Oceano Pacífico, composto por 6.852 ilhas, cujas quatro maiores são Honshu, Hakkaido, Kyushu e Shikoku, que juntas representam aproximadamente 97% da área territorial nacional. O arquipélago forma uma curva de 3.000 km entre a ilha russa de Sakalina e a ilha chinesa de Tawan.

Considerada a zona geológica mais ativa do mundo, o Japão se encontra localizado na interseção de quatro placas tectônicas. Diz-se que as ilhas do Japão foram empurradas para fora do oceano, pelo movimento terrestre e, inclusive, cientistas atestam esta teoria, no diferente relevo do Japão, cheio de montanhas, vulcões ativos e nas águas termais que brotam do solo. Os japoneses aprenderam a conviver com as catástrofes naturais, que tanto influenciaram seu modo de vida e arquitetura.

Paisagens urbanas modernas contrastam com a beleza sazonal do interior montanhoso, dos parques nacionais e templos e castelos construídos em tempos antigos.

CLIMA
O clima varia principalmente em razão da latitude, de temperado em Hokkaido a subtropical em Okinawa. Com as 4 estações muito bem definidas e com dois períodos chuvosos, o clima costuma ser temperado na maior parte do país, sendo que a costa do pacífico tem alta pluviosidade, com tufões em setembro, e costuma ser ensolarada no inverno, já a costa do mar do Japão tem logos períodos de chuva e neve no inverno.

Devido a sua localização no extremo nordeste, na zona temperada, que é atingida pelas monções, sofre com as massas de ar que vêm do mar, carregadas de umidade, o que explica os elevados níveis de pluviosidade (1.000 mm anuais).

No períodos das chuvas, o clima fica temperado, o que favorece à vegetação nativa e agricultura em geral. No inverno, o Japão sofre influência das frias massas de ar da Sibéria entre outras consideradas as mais frias do mundo: Em Hokkaido e Asashikawa, por exemplo, a temperatura já atingiu cerca de 41 graus abaixo de zero, mas sua média de temperatura no mês de janeiro é de 8,5 graus negativos; o que é bem frio!

Porém, o verão japonês é muito quente, devido à massa de ar quente vindo do oceano Pacífico norte, tendo sido registrado a temperatura mais alta em torno de 40,8 graus, na cidade de Yamagata. O clima do Japão, no verão, ao mesmo tempo em que é muito úmido, sofre períodos contínuos de sol relativamente sem chuva. No verão de 2007, a temperatura máxima foi de 41,5 graus na cidade de Nagano, província de Nagano.

Abaixo colocamos um informativo de temperatura por região do Japão:
•Norte (Hokkaido) – clima temperado frio e chuvoso, com longos meses de Inverno, influenciado pela corrente fria Oya Shivo; o verão é curto e quente, costuma ser mais seco que o resto do Japão.
•Centro (Honshu) – clima temperado oceânico, com período de chuva alta pluviosidade;
•Sul (Shikoku e Kyushu) – clima subtropical, amenizado pela corrente Kuro Shivo, também chamada de corrente do Japão. Temperaturas variam com a latitude: invernos frios a amenos; verões quentes a muito quentes.
•Okinawa – clima subtropical. Verões muito quentes e húmidos e inverno quentes, com muita chuva o ano todo, com picos no verão.

VEGETAÇÃO
Em qualquer região do Japão, é comum vermos muita vegetação, fazendo com que haja em todo o país um predomínio de florestas que cobrem parte do seu conjunto de montanhas, e que o torna o país mais arborizado do mundo.
Diversos tipos de vegetação crescem quase espontaneamente nas várias regiões do país, devido ao fato de seu território incluir regiões pertencentes às zonas subtropicais, temperada e fria, e possuir água em abundância.

É interessante notar como a vegetação destas florestas mudam conforme a região: em Kyushu, Shikoku e no sul de Honshu as florestas possuem árvores semelhantes às coníferas de folhas largas e chincapins; no norte de Honshu, as florestas são ricas em árvores raras como a faia e o bordo; as florestas da zona fria de Hokkaido possuem árvores com folhas em forma de agulhas, como os pinheiros.

Embora a maior parte do território japonês seja coberto por florestas (57%), o país ainda precisa importar madeira, devida a grande demanda para a construção civil e fabricação de papel.

RELEVO
O relevo do Japão é bastante acidentado, possuindo uma predominância de montanhas, que se orientam de norte a sul das principais ilhas do arquipélago. Existem muitos vulcões em atividade, pois o país se localiza em uma das zonas geológicas mais ativas do mundo, o que justifica também a ocorrência de muitos sismos e maremotos, conhecidos lá como tsunamis.

É interessante perceber como o mar (umi) e a montanha (yama) estão sempre próximos. As montanhas estão presentes em quase todo o arquipélago, cobrindo três quartos do seu território. Em Hokkaido é a segunda maior ilha do arquipélago, possuindo muitas montanhas vulcânicas, lagos e enormes rochas, tudo rodeado de florestas e pântanos onde a vida se renova em seu interior, as cadeias de montanha são interrompidas pela baía de Uchiura e o estreito de Tsugaru, entre Hokkaido e Honshu, onde reaparecem sob a forma de duas cadeias paralelas, chamadas os montes Kitakami e montes Chôkai, que se prolongam a sudoeste com a dos montes Mikuni, até o centro da ilha de Honshu.

Nesta região do Japão existem muitos outros maciços montanhosos, entre os quais os montes Kiso, Akaishi e Hida, correspondendo a mais conhecida cintura vulcânica do Japão, chamada de Alpes Japoneses; são cerca de trinta cimeiras entre as quais o monte Fuji – o vulcão dormente – se destaca com seus 3.776 metros de altitude, seguido pelo monte Okuhotaka (3.190 m) e o monte Yariga (3.180 m). As montanhas são interrompidas por uma falha geológica, formando a planície de Nobi, a baía de Wakasa e a baia de Ise, além do lago Biwa, além da baia de Osaka.

As ilhas de Shikoku e Kyushu também são montanhosas, com cimeiras que não excedem 2.000 metros de altitude e os amais conhecidos são o monte Ishizuchi com seus 1.982 metros e o monte Kuju com seus 1.788 metros de altitude.

Planícies também se estendem pelo Japão, algumas de origem aluvial (planícies de acumulação) outras são tectônicas (formadas por desmoronamentos), e cobrem cerca de 16% da superfície do país, embora exíguas são bem aproveitadas. As exceções são as de Hokkaido, planície de Ishikari, ao sudoeste e a de Tokachi a leste.

Sobre a ilha Honshu, mais vasta são a de Kanto (onde encontram-se as cidades de Tóquio, Yokohama e Chiba), a de Nobi (onde encontra-se Nagoya), e a Kansai (onde são situadas as cidades de Osaka e Kobe).

Após a montanha, o mar é o segundo elemento que carateriza o Japão.

HIDROGRAFIA
O Japão não possui fronteiras com outros países, inclusive em razão da sua condição geográfica de arquipélago, portanto, é cercado por diferentes mares, tendo uma costa de 29 751 Km., o que a certo ponto permite a formação de paisagens extremamente diversas. O litoral mais recortado é o do Pacífico, devido ação à erosiva das marés e as violentas tempestades costeiras. Entre Honshu, Shikoku e Kyushu a costa é banhada pelo mar Interno, onde se localizam aproximadamente 300 pequenas ilhas, que se conectam de um lado com o oceano Pacífico e do outro com o mar do Japão.

A costa ocidental do arquipélago japonês, que é banhada pelo mar do Japão, é mais calma, não possuindo grandes marés, tendo suas incisuras mais profundas nas baías de Wakasa e Toyama.

Os rios normalmente são de pequeno porte, devido, inclusive à pequena extensão das ilhas. No entanto, são intensamente aproveitados, destacando-se a irrigação e a produção de energia elétrica, favorecida pelo encachoeiramento destes rios.

Existem, contudo, oito rios que ultrapassam 200km de extensão. O Shinano, em Honshu, é o maior, com 367km. Outros cursos importantes são: Teshio e Ishikari, em Hokkaido; Kitakami, Tone, Kiso e Tenryu, em Honshu; e Chikugo, em Kiushu. Alguns dos rios procedentes das zonas vulcânicas do nordeste de Honshu têm águas ácidas e inúteis para a agricultura. Os rios carregam, geralmente, grandes quantidades de aluviões e formam deltas em suas embocaduras. O maior lago, de origem tectônica (causado por fraturas da crosta terrestre), é o Biwa, com 672km². Mais numerosos são os de origem vulcânica, como o lago Kutcharo, de Hokkaido, o Towada e o Ashi, de Honshu. O principal rio do Japão é o Shinano-gawa.

SISMOLOGIA
O Japão está localizado em uma das zonas mais instáveis do planeta, devido ao encontro de quatro placas tectônicas; por conta disso, são atingidos todos os anos por cerca de 1.000 sismos, além de outros fenômenos naturais decorrentes deles.

Estes terremotos (sismos) são fortes o suficiente para serem sentidos pelo homem, embora a maioria não causem grandes transtornos. Eles são mais facilmente percebidos em grandes construções, como os altos prédios das grandes cidades, mas estas edificações já contam com sistemas de absorção de movimento.

Alguns, porém, como o sismo de Tohoku podem causar danos severos.

Sismo de Tohoku de 2011
No dia 11 de março de 2011 ocorreu um sismo de magnitude 9.0 na escala de Richter3. O epicentro foi a 130km a leste da península de Oshika e o hipocentro localizado a uma profundidade de 24,4 km, tendo provocado um tsunami. A onda gigante acabou por chegar a algumas centrais nucleares em Fukushima, causando uma fuga radioativa. O sismo, pela sua intensidade, afetou o eixo de rotação da Terra em 0,25º.

Referências
1. Wikipédia.org
2. Guia Visual Folha de São Paulo (Japão)