Sociedade e Cultura

O Japão tem uma sociedade rica em valores e princípios, sua cultura milenar se diferencia das demais culturas do oriente, mas também não se assemelha ao ocidente. Um lugar onde as aparências enganam.

Embora as raízes do Japão sejam sua história feudal, hoje a sociedade vive em um sistema igualitário, onde o antigo e o moderno convivem harmoniosamente em uma atmosfera de mistério e beleza.

Vivendo no país mais industrializados do mundo, os japoneses ainda encontram tempo para apreciar uma tigela de chá ou o desabrochar das flores de cerejeira.

Um país de sistema político monárquico, em que a aristocracia foi abolida depois da Segunda Guerra Mundial, os membros da família Imperial – a mais longa linha ininterrupta de monarcas – têm autorização para casar-se com plebeus. As classes sociais são definidas segundo critérios de instrução e status social e de trabalho.

No que diz respeito à crença religiosa, o povo japonês age de forma prática, mantendo as tradições do Xintoísmo – religião tradicional do Japão – e do Budismo, enquanto outras filosofias também contribuem para moldar o pensamento japonês, como o Confucionismo e o Taoismo. Por isso, é bastante comum encontrar em algumas casas, altares xintoístas e budistas.

Outras religiões e crenças também são livremente cultuadas.

Mas apesar da diversidade religiosa o que molda o pensamento japonês não é a religião, mas o seu forte Código Moral, que é utilizado como ferramenta para a organização social; nesse cenário o Confucionismo influi de maneira poderosa, desde a época dos samurais até os dias atuais.

Segundo esta corrente filosófica, valorizar a família, ter devoção ao trabalho e submissão ao consenso de grupo, cria um senso coletivo e contribui para o fortalecimento da unidade do Estado e do dever de ética do cidadão japonês.

Nesse sentido, por muito tempo isso levou as mulheres japonesas voltarem seus objetivos para cuidar das crianças, enquanto os homens galgavam melhores posições na escala corporativa, considerando o trabalho como parte integrante de sua identidade, levando ao comportamento social de se relacionar apenas com os colegas de serviço.

Entretanto, este pensamento e sua exteriorização comportamental, vem sofrendo mudanças por parte dos jovens que questionam os benefícios e valores do sacrifício pessoal em prol da sociedade.

Com isso casais jovens têm preferido morar longe dos pais; o número de divórcios aumentou e também de mulheres solteiras, o que também parece ser uma tendência ocidental.

As pessoas jovens têm se relacionado com outros grupos sociais e formando novos grupos. Com isso têm se afastado das tradições e se voltado para a modernidade.

Um fantasma presente na sociedade japonesa e a taxa de natalidade decrescente – em torno de 1,5 nascimento por família – o que é insuficiente para manter os níveis atuais de população. Isso preocupa as autoridades, pois com o envelhecimento da sociedade, haverá um número maior de dependentes do Estado. Isso é resultado das mudanças sociais e culturais por que passa a sociedade japonesa atual.

De qualquer forma, mesmo com tais mudanças, ainda paira no ar uma harmonia paradoxal, onde o antigo e o moderno convivem, seja na arquitetura, dança, música, teatro ou no modo de vida dos japoneses em que podemos ver um monge budista ou xintoísta andando em modernos carros ou motos, um executivo que em algum momento da sua vida passa por rituais quase medievais ou sai em peregrinação como monge pedinte.

Enfim, a sociedade japonesa é fascinante por vários prismas e somente visitando a “Terra do Sol Nascente” para entender essa cultura.