Religião e Filosofia

Religião e filosofia normalmente andam juntas, porém no Japão esta realidade se torna mais proeminente. Assim, correntes filosóficas como o taoismo e o confucionismo se misturam com a doutrina budista e xintoísta, inclusive dando vida a uma das maiores expressões filosóficas que influenciaram toda a cultura japonesa, o código de conduta dos samurais – Bushido.
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No que se refere, contudo, às religiões do Japão, podemos considerar como a mais antiga do arquipélago, o Xintoísmo com aproximadamente 51,3% de adeptos, seguida pelo budismo com aproximadamente 38,5% de adeptos. O Budismo chegou ao arquipélago japonês, junto com o confucionismo e o taoismo filosofias que ajudaram a insculpir a sociedade japonesa.

É interessante notar como o povo japonês exerce sua religiosidade, pois transitam tanto pelo xintoísmo como pelo budismo sem ver qualquer impeditivo deste comportamento, assim, se consideram tanto xintoístas quanto budistas. Nesse sentido, em pesquisa recente foi constatado que o sentimento religioso da maioria dos japoneses segue no sentido de que o Xintoísmo e o Budismo podem coexistir pacificamente, sem que haja qualquer contradição.

Diferente do pensamento ocidental, a população japonesa entende que a filiação religiosa não necessita da prática regular de adoração, quiça uma frequência assídua a templos e santuários, mas a prática dos princípios e doutrinas religiosas no seu dia-a-dia. Assim, a maioria das pessoas visita os santuários xintoístas (jinja) e templos budistas (oterá) nas datas de eventos anuais e/ou nos rituais de passagem na vida de um indivíduo.

Não poderíamos deixar de falar sobre o cristianismo, que entrou no Japão através de São Francisco de Assis, e teve dias difíceis com perseguições, revoltas e conseguiu se manter oculto durante o isolamento do Japão no período feudal do Xogunato. Após a restauração Meiji e a ocidentalização, a sua prática foi liberada e ganhou adeptos, sendo seu culto livre em todo o país.

Novas religiões e práticas religiosas surgiram como a seita Omoto-Kyo, o Seicho-no-ie, o culto Messiânico entre tantos outros em uma multiplicidade teo-filosófica que convive pacificamente com as mais distintas formas de pensamento moderno, demonstrando como o respeito às diferenças é cultivado pelo povo japonês.