Treine até se tornar um especialista

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Em qualquer ofício ou arte, a perfeição se adquire através da persistência e continuidade. Assim também é na arte marcial.

Persistir quando tudo parece não encaixar; continuidade é a chave para o sucesso, é o treinamento constante que fará o praticante se aperfeiçoar. Não falte aos treinos.

Todos os grandes atletas mantém um rotina de treinos que vão além de que dois ou três dias. Mas, sendo ou não o seu objetivo na arte, a conquista de medalhas, é importante manter uma rotina de treinos organizada.

Na maior parte das artes marciais é comum utilizar técnicas de aprendizagem na qual a observação é a forma de se enxergar aquela técnica que a princípio parece difícil. Lembre-se Ninguém nasce sabendo!

Outro método que pode ser introduzido em sua prática é a repetição da técnica até que ela saia naturalmente, sem esforço. Muito embora muitos praticantes da arte suave não gostem deste método, muitos grandes atletas do Jiu-Jitsu utilizam-se dele com significativos resultados.

O poder das repetições no jiu-jitsu.

Repetição = Ato ou efeito de repetir.

Nos filmes de karatê e Kung Fu é natural vermos os mestres exigirem de seus pupilos a repetição da técnica exaustivamente até que o movimento se torne natural.

Os mestres orientais ensinam que a repetição é a melhor forma de tornar a técnica natural para que a aplicação saia automática, através de reflexos incorporados a dinâmica do movimento do praticante.

Para comprovar o que estamos falando, basta pensar em uma técnica e associá-la a um atleta que dela utilize. Verás que o atleta pratica repetições.

Um exemplo clássico que podemos citar é do Mestre Ricardo De La Riva que teve seu nome associado a uma técnica do Jiu-Jitsu, a “guarda De La Riva”. Outro exemplo é Saulo Ribeiro e o Kouchi Gari. Já outros treinam tanto um arsenal de técnicas que são considerados completos, mas nem por isso deixam de ter suas técnicas favoritas, as quais treinam incansavelmente.

Esses caras um dia foram faixa branca, já tiveram muita dificuldade em fazer um simples arm lock ou triangulo, já tomaram muito amasso, foram finalizados diversas vezes. Contudo, nunca desistiram, e após muito treino e muitas repetições conseguiram suas primeiras vitórias e se tornaram especialistas em sua arte.

Em nenhuma área se consegue chegar ao sucesso, sem que antes se pratique muito. Isso quer dizer que tem que estudar, praticar e aplicar muitas vezes até se tornar um especialista. É nada na vida é fácil!

Especialistas em educação física e psicomotricidade, defendem a tese de que repetições levam a memorização motora, resultando na aprendizagem de novas habilidades. Não é bastante dizer que a aprendizagem implica na aquisição de novos conhecimentos.

Nesse sentido, é importante manter uma boa rotina de estudo e prática, e é por meio da repetição que se adquire a habilidade em determinada técnica.

Por este motivo que os lutadores de Judô, Karatê, Boxe e outras artes repetem exaustivamente as posições e golpes. Mas não se esqueçam dos treinos de observação, pois ao assistir várias vezes a mesma posição, terminamos por memorizá-la para depois aplicá-la nos treinos, e também passamos a ter uma visão diferenciada, enxergando aquilo que outros não vêem.

Lembre-se que assistir os treinos dos mais graduados é uma forma salutar de enxergar os seus erros e consertar possíveis imperfeições na técnica. Além é claro, que passamos a entender como aquele “casca grossa” da academia costuma fazer seu jogo, e ai podemos praticar o anti-jogo, digo, no sentido de praticar as defesas das técnicas que possivelmente ele irá usar e partir para seu jogo de finalização. Pois este é o objetivo final do Jiu-Jitsu, buscar a finalização.

Então vamos lá, repetir é a palavra de ordem.

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Sobre o Autor

André Miranda

Nascido no Rio de Janeiro, mas, devido a sua ascendência nordestina, criado na Bahia, começou Karatê em 1988, na extinta Lince Karatê Clube, com a Sensei Amanda Barcelar Pires (primeira faixa-preta mulher da Bahia, aluna de Denilson Caribé - ASKABA). Graduou-se faixa preta pela FNAM, com o Sensei Masco Monteiro. De volta ao Rio de Janeiro, continuou seu treinamento com o Sensei Humberto Amorim (6º Dan), no Quartel São João da Urca, com quem continua treinando. Praticante do estilo Shotokan Ryu, o qual é 3º Dan, em 2009 começou a praticar Jiu-Jitsu (sob a orientação do Sensei Gustavo Souza - 6º Dan) e Aikido (sob a orientação do Sensei Luciano Santana - 4º Dan). Amante da cultura Japonesa fundou o Instituto Ishindo, onde busca difundir a cultura e tradição marcial japonesa.

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