Yonaguni – A cidade perdida

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O mistério das pirâmides submersas no mar do Japão

Localizada a alguns quilômetros da ilha de Yonaguni-jima, ao sul das ilhas Ryukyu (sudoeste da Ilha de Okinawa e a 150 km de Taiwan) no Japão, estão os restos de uma cidade muito antiga. Escondidos no fundo do oceano, estão vestígios de uma civilização que habitou aquela região há aproximadamente 11.000 anos atrás. A datação do sítio arqueológico foi determinado após estudos geológicos nas edificações encontradas, tornando-as as mais antigas do planeta.

Desde 1995, mergulhadores, cientistas, arqueólogos e todo tipo de estudioso sobre o assunto, têm mergulhado no local para estudarem as estruturas e já fizeram diversas e importantes descobertas arqueológicas, que são totalmente ignoradas pela imprensa ocidental.

Na década que seguiu ao inicio das expedições de estudos e explorações cientificas, foram localizadas oito grandes estruturas feitas pelo homem, incluindo uma pirâmide (muito parecida com a dos incas e maias), um conjunto de zigurates e um enorme platô com aproximadamente 200 metros de comprimento, por 140 de largura e 26 metros de altura.

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As ruínas submersas de Yonaguni – a cidade perdida, foram descobertas no ano de 1986 por um mergulhador japonês chamado Kihachiro Aratake, enquanto mergulhava a uma profundidade de 25 metros abaixo do nível do mar. Na ocasião, Kihachiro estava mergulhando próximo a costa da ilha de Yonaguni, com o objetivo de preparar um mapa de mergulho da região.

Porém, não imaginava ele que poderia se deparar com algo tão magnifico e enigmático, capaz de mudar a vida daquela, então, pacata cidade e ainda fazer tremer os alicerces da arqueologia, pois mudaria totalmente os rumos do que vinha sendo definido como os primórdios da civilização.

A arqueologia e a história defendem a tese de que as primeiras civilizações iniciaram por volta do quarto milênio a.C., o que seria aproximadamente a 6 mil anos atrás, nas regiões próximas aos rios Tigre, o Eufrates, o Nilo, o Indo e do Huang He ou rio Amarelo. Portanto, a descoberta das ruínas de Yonaguni põe uma nova interrogação na história que aprendemos.

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Uma curiosidade sobre a descoberta é de como as edificações descobertas em Yonaguni se assemelham com as pirâmides inca e maia. Teria, inclusive, um perplexo Kihachiro Aratake dito:

“- Parecia estar diante de um templo inca gigante, pensei presenciar algo impossível, fui tomado por um temor e emoção enormes!”

Outra curiosidade é o fato de que, assim como as pirâmides do Egito estão alinhadas com a constelação de Orion (Osíris), as pirâmides encontradas na China alinharem perfeitamente com a constelação de Gêmeos, os Templos astecas de Tenochtitlán estarem alinhados com a constelação de Urso, Angkor Wat no Camboja estarem alinhados com a constelação do Dragão, as de Yonaguni estão alinhadas com os pontos cardeais.

As ruínas submersas sob as águas do pacífico têm se tornado, nos últimos anos, centro de discussões entre geólogos, arqueólogos, historiadores e outros cientistas, atraindo à pequena ilha de Yonaguni-jima, milhares de estudiosos e curiosos, entre eles grandes nomes que, após verem de perto as ruínas construíram suas teses.

Das teorias acerca de sua origem


Muitas são as teorias sobre a origem e data especifica das edificações, mas algumas são bem interessantes como a do Dr. Masaaki Kimura, geólogo da universidade de Ryukyu em Okinawa, o primeiro especialista a estudar a estrutura. Concluiu ele, após descobertas de sua equipe, que as estruturas encontradas foram construídas artificialmente, não sendo obra da natureza como acreditavam os locais. Dentre os vestígios da ação do homem que sua equipe catalogou, estão escadas, rampas, terraços, entalhes na rocha e artefatos como ferramentas.

“Uma obra prima da engenharia, erguida por uma nova e desconhecida cultura que dominava a mais alta técnica e exímia habilidade”, comentou ele.

Pouco tempo depois, por volta de 1998, o Dr. Teruaki Ishii, professor de geologia na Universidade de Tóquio, se pronunciaria sobre suas conclusões, determinando como sendo, as estruturas, da pré-idade do gelo, quando teriam submergidos ao término da última era glacial – ou seja a cerca de dez mil anos atrás (sendo portanto duas vezes mais antiga que as pirâmides no Egito).

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Mais recentemente, o assunto começou a atrair especialistas e estudiosos de outras partes do mundo, como o geólogo da universidade de Boston, o professor Robert Schoch, que, após visitar o sítio arqueológico concluiu:

“A pirâmide de Yonaguni é basicamente uma série de camadas enormes, cada um com aproximadamente um metro de altura. Essencialmente, é uma face de precipício como o lado de uma pirâmide. Algo extremamente interessante. É possível que a erosão natural da água combinado com o processo de pedras rachando e se dividindo possam criar uma estrutura desse tipo, mas eu não vejo como tal processo possa ter criado uma estrutura tão bem formada quanto esta.”

Em outras palavras, embora admitisse que poderia ser obra da natureza, entendia ser pouco provável que fosse, sendo, com certeza obra do homem.

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Graham Hancock, um jornalista e escritor britânico, autor de bestsellers como Lords of Poverty, Em Busca da Arca da Aliança, As Digitais dos Deuses, Keeper of Genesis (lançado nos EUA como Message of the Sphinx), O Mistério de Marte, Heaven’s Mirror (com a esposa Samantha Faiia), Underworld: The Mysterious Origin of Civilization e Talisman: Sacred Cities, Sacred Faith (com Robert Bauval), após uma viagem ao local disse:

“Na base do monumento há o que pode ser definido claramente como um caminho”.

Por outro lado o geólogo alemão Wolf Wichmann, após visitar o local com uma equipe de mergulhadores, tendo feito diversas incursões ao sítio, concluiu de forma cética sobre o assunto:

“O templo gigante nada mais é que um bloco sedimentar criado pela natureza. A pedra sedimentar é cortada por rachaduras verticais e fendas horizontais. Os degraus e ângulos de 90 graus se constituem nestas zonas de ruptura. A plataforma superior é um caso típico de como áreas planas de rochas sedimentares são formadas. Além disso as plataformas possuem inclinação e nenhuma parede está em ângulo reto, apesar das sugestivas imagens dos detalhes.”

Wichmann, inclusive teria fundamentado sua opinião sobre o assunto, no fato de que os primeiros sinis de civilização no Japão datam do período Neolítico, ou seja, cerca de 9.000 A.C, por tribos de caçadores com ferramentas rudimentares. Segundo ele, não há nada no registro arqueológico que sugira a presença de uma cultura avançada o bastante para ter construído uma estrutura como esta. Portanto nada existe que comprove a civilização fantástica.

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Contudo, grande parte da comunidade científica, que estudou as ruínas, acreditam que tenha sido obra de uma civilização antiga e bem desenvolvida que habitou a região a cerca de 11.000 anos atrás. Outros acreditam ainda que as ruínas fazem parte do lendário continente perdido de Mu e que foi afundada devido a um forte terremoto.

Enfim, existe fortes indícios de que no leste asiático realmente existiu uma antiga e avançada civilização muito antes de qualquer outra. Por isso os monumentos de Yonaguni tem sido chamados de Cidade Perdida ou Atlantis Japonesa.

Como toda nova descoberta do passado, as ruínas de Yonaguni está cercada em mistério, muitos acreditando que sejam vestígios de uma antiga e desenvolvida sociedade, outros acreditando serem fruto de formações geológicas naturais. Nos parece que a primeira teoria, embora contradiga a história e arqueologia escrita atual, seja a mais provável, devido aos diversos indícios encontrados como edificações gigantescas e hieroglifos desconhecidos gravados em pedra, além do que parece ser uma escultura de uma cabeça humana com vários metros de altura, próximo de uma das estruturas em forma de pirâmide.

Porém, o que é legal nisso tudo é que, quanto mais respostas encontramos, mas perguntas surgem, e isso não tem fim. O que você acha? As ruínas são formações geológicas naturais; são obra de uma antiga civilização perdida que viveu naquele local; ou são vestígios de uma civilização alienigena do passado?

Confira a galeria de imagens:

Fontes:

National Geographic

Morien Institute

Yonaguni-Jima

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Sobre o Autor

André Miranda

Nascido no Rio de Janeiro, mas, devido a sua ascendência nordestina, criado na Bahia, começou Karatê em 1988, na extinta Lince Karatê Clube, com a Sensei Amanda Barcelar Pires (primeira faixa-preta mulher da Bahia, aluna de Denilson Caribé - ASKABA). Graduou-se faixa preta pela FNAM, com o Sensei Masco Monteiro. De volta ao Rio de Janeiro, continuou seu treinamento com o Sensei Humberto Amorim (6º Dan), no Quartel São João da Urca, com quem continua treinando. Praticante do estilo Shotokan Ryu, o qual é 3º Dan, em 2009 começou a praticar Jiu-Jitsu (sob a orientação do Sensei Gustavo Souza - 6º Dan) e Aikido (sob a orientação do Sensei Luciano Santana - 4º Dan). Amante da cultura Japonesa fundou o Instituto Ishindo, onde busca difundir a cultura e tradição marcial japonesa.

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