Evidentemente que tais situações requeriam uma visão acurada do inimigo, seus pontos fortes e fracos, conhecimento do terreno, das táticas adotadas pelo seu comandante, dos suprimentos e tropas, enfim, de uma visão completa do adversário.
Trazendo isso para os tempos modernos e para o meio empresarial, temos que, antes de fazermos qualquer movimento, é preciso conhecer o nosso produto ou serviço, o mercado no qual está inserido, as necessidades de nossos clientes e, sobretudo, conhecer os nossos concorrentes diretos. É preciso planejamento tanto das nossas ações, quanto do que se espera alcançar no mercado.
É preciso ter uma previsão dos gastos no processo, das nossas previsões e lastro financeiro, do fluxo de caixa e do capital de giro, para suportar o tempo da empreitada. Tudo se assemelha a uma guerra e, assim como nas guerras armadas, a guerra comercial também requer uma bem pensada estratégia.
Assim, enquanto não se tiver a certeza do momento certo de se colocar no mercado, deve-se adotar uma posição defensiva e de análise, até que se tenha a oportunidade de lançar a ofensiva a colocar o seu produto ou serviço no mercado, de forma a vencer a concorrência e se tornar referência no seu campo de conhecimento.
Mas lembre-se que “ver a vitória apenas quando ela está no campo de visão de todos não é o máximo da superioridade. O verdadeiro mérito está em planejar secretamente, deslocar-se subitamente, frustrar as intenções do [adversário] e finalmente chegar à vitória...”
“Os verdadeiros comandantes vencem a batalha depois de terem criado as condições apropriadas..., eles preveem todas as eventualidades, conhecem as situações do adversário e não ignoram o que podem fazer a até onde podem ir. A vitória é uma decorrência natural deste saber.”
Fontes:
TZU, Sun. A Arte da Guerra. Sapienza Editora Ltda. 2005.
Sobre o Autor: André Miranda – Advogado, especialista em Direito Desportivo e Ética no Direito. Professor de Karate-Do Shotokan, é apaixonado pela história e cultura do Japão, pelas filosofias da antiguidade e pela tradição das culturas guerreiras.